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Polícia usa tecnologia de reconhecimento facial para identificar invasores do Capitólio

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O polêmico aplicativo de reconhecimento facial da Clearview AI tem registrado picos de uso desde a semana passada. Mas não por usuários comuns: a polícia dos Estados Unidos está usando a tecnologia para rastrear apoiadores pró-Trump que invadiram o Capitólio na última quarta-feira (6).

De acordo com o New York Times e confirmado para o Gizmodo, o CEO da Clearview AI, Hoan Ton-That, disse que o aplicativo teve um salto de 26% no volume de pesquisas em 7 de janeiro em comparação com as médias normais dos dias de semana. Cerca de 2.400 agências de polícia em todo o país têm contratos para usar o software de reconhecimento facial da Clearview, e várias dessas agências têm recorrido ao software para ajudar nas investigações.

Detetives do Departamento de Polícia de Miami estão usando a tecnologia para identificar os manifestantes em imagens e vídeos do ataque, e encaminhar pistas suspeitas para o FBI. No início desta semana, o Wall Street Journal informou que um departamento de polícia do Alabama também estava empregando a tecnologia de Clearview para identificar rostos em imagens e enviar possíveis correspondências para investigadores federais.

“Estamos examinando todas as imagens ou vídeos disponíveis em todos os sites que podemos encontrar”, disse Armando Aguilar, subchefe da Polícia de Miami e chefe do braço de investigações do departamento, em uma entrevista ao NYT.

Um porta-voz da Clearview não respondeu a comentários do Gizmodo se os dados de uso do aplicativo registraram um novo pico em qualquer outro dia desde a invasão na semana passada..

Mesmo que a tecnologia da Clearview esteja sendo usada para algo útil à sociedade, isso não a torna menos livre de futuras investigações envolvendo privacidade. Outras ferramentas de reconhecimento facial usadas pela polícia dependem de bancos de dados de fotos fornecidas pelo governo – ou seja, imagens de carteira de motorista ou documentos de identificação. No entanto, a Clearview disse que seu banco de dados usa cerca de 3 bilhões de imagens descartadas de sites, redes sociais e outros servidores públicos, uma prática que tem sido criticada por ativistas das liberdades civis que argumentam que os dados são coletados sem o consentimento das pessoas que estão sendo fotografadas.

Como resultado, a empresa está atualmente travando batalhas jurídicas em várias frentes. A Clearview suspendeu as operações no Canadá depois que o país abriu uma investigação para saber se a empresa violou as leis locais de proteção de informações pessoais online. O procurador-geral do estado de Vermont abriu um processo contra a empresa, alegando violações de várias leis estaduais. Gigantes da tecnologia, como Twitter e Google, enviaram avisos de cessar e desistir à Clearview para impedir a startup de extrair dados de suas plataformas.

Alguns departamentos de polícia proibiram os policiais de usar software de reconhecimento facial de terceiros. E, honestamente, isso é o melhor, levando em consideração os inúmeros problemas atuais com esse tipo de tecnologia, o que inclui, entre suas características que precisam melhorar, identificar negros incorretamente.

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