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Parler tem servidores desligados no AWS; app diz que vai processar a Amazon

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O Parler, rede social de direita que ganhou projeção após falas de apoiadores de Donald Trump, foi desativado após a Amazon remover a hospedagem no serviço no Amazon Web Services (AWS). A Amazon deu o ultimato na madrugada desta segunda-feira (11), sob a justificativa que o Parler não estava moderando adequadamente seu conteúdo e que a violência presente no site representa “um risco muito real para a segurança pública”.

John Matze, CEO da Parler, pareceu prever o que seu serviço seria interrompido por um tempo. “Eu queria enviar uma atualização para todos no Parler. Provavelmente ficaremos fora por mais tempo do que o esperado. Isso não é devido a restrições de software – temos nosso sistema e dados de todos prontos para uso. Em vez disso, as declarações da Amazon, Google e Apple à imprensa sobre a retirada de acesso fizeram com que muitos de nossos outros fornecedores também retirassem seu suporte para nós”, contou o executivo.

Matze, que se autodenomina liberal, disse no domingo (10) que ninguém quer fazer negócios com ele, e que grandes empresas de tecnologia, como Apple e Amazon, estão conspirando para “sufocar a liberdade de expressão”.

“Todos os fornecedores, de serviços de mensagem de texto a provedores de e-mail, além dos nossos advogados, nos abandonaram no mesmo dia”, lamentou Marze para Maria Bartiromo durante uma entrevista por telefone à Fox News, também neste domingo.

Parler saltou para o topo de ferramentas mais baixadas da App Store no último sábado (9), depois que o presidente Donald Trump foi banido permanentemente do Twitter, levando seus seguidores a procurar uma rede social alternativa. Lembrando que Trump fez um discurso no dia 6 de janeiro que incitou a invasão no Capitólio dos EUA, deixando cinco pessoas mortas. Isso levou o Twitter a banir a conta do republicano para reduzir a probabilidade de mais atos de violência.

O Parler enfrentou uma nova pressão após a tentativa de golpe no Capitólio. O CEO foi pressionado a remover conteúdos extremistas – a Apple deu um prazo de 24 horas antes da suspensão do serviço no domingo. “Bem, como eu disse, eles afirmam que de alguma forma fomos responsáveis ​​pelo o que eles chamam de insurreição no dia 6. Você sabe, nunca permitimos violência. Nós nunca permitimos qualquer dessas coisas em nossas plataformas”, disse.

Para ser claro, a Apple nunca culpou o Parler pela violência que ocorreu em 6 de janeiro. A empresa, como dezenas de outras, foi denunciada por permitir o discurso pró-fascista em suas plataformas, que pode literalmente inspirar um golpe e derrubar líderes devidamente eleitos do governo dos Estados Unidos, como o futuro presidente Joe Biden.

Matze também mencionou as ameaças da Amazon de remover o Parler do AWS ainda no domingo, dizendo que não teve tempo suficiente para encontrar um serviço alternativo de hospedagem. “A Amazon é o maior fornecedor de armazenamento em nuvem do mundo, e os usamos para hospedar nossos servidores – centenas deles, centenas de servidores. E eles disseram que tínhamos 24 horas para encontrar novos servidores”, afirmou Matze.

Com cerca de 300 a 500 servidores, o Parler é de propriedade parcial de Dan Bongino, personalidade da Fox News. O aplicativo também recebeu dinheiro de Rebekah Mercer, uma financista de extrema direita do radicalismo pró-Trump. Mercer também é filha de Robert Mercer, cofundador da Cambridge Analytica.

Parler processa a Amazon

Menos de um dia após todos esses acontecimentos, o Parler diz que está processando a Amazon após a companhia se recusar a hospedar a plataforma. No processo, o app afirma que a Amazon está violando o contrato por não fornecer um aviso prévio de 30 dias antes de desativar suporte ao serviço. A startup ainda acusa a companhia de cometer “interferência intencional” na vantagem econômica que o Parler deveria obter enquanto estava funcionando normalmente.

“Quando o Twitter anunciou duas noites atrás que estava banindo permanentemente o presidente Trump de sua plataforma, os usuários conservadores começaram a fugir do Twitter em massa para Parler. O êxodo foi tão grande que no dia seguinte, ontem, o Parler se tornou o aplicativo gratuito número um baixado da App Store. A decisão do AWS de encerrar efetivamente a conta do Parler é aparentemente motivada por animosidade política. Ao que parece, ele também foi projetado para reduzir a concorrência no mercado de serviços de microblog em benefício do Twitter”, diz o Parler no processo.

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