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Justiça da Noruega condena extremista de direita que matou irmã adotiva e atacou mesquita

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Juíza Annika Lindstroem lê a sentença de prisão nesta quinta-feira (11) para homem de 22 anos que matou a irmã e atacou mesquita em Oslo, na Noruega — Foto: Håkon Mosvold Larsen / NTB Scanpix / AFP

Juíza Annika Lindstroem lê a sentença de prisão nesta quinta-feira (11) para homem de 22 anos que matou a irmã e atacou mesquita em Oslo, na Noruega — Foto: Håkon Mosvold Larsen / NTB Scanpix / AFP

A Justiça norueguesa sentenciou nesta quinta-feira (11) a uma pena extensível de 21 anos de prisão um extremista de direita que tentou “matar o máximo de muçulmanos possível” em uma mesquita perto de Oslo depois de ter assassinado, por racismo, sua irmã adotiva de origem asiática.

Philip Manshaus, de 22 anos, que alega ser do movimento neonazista, foi considerado culpado pelo tribunal de Asker og Baerum, a oeste de Oslo, de “homicídio” e “tentativa de ato terrorista” e condenado a 21 anos de prisão ‘forvaring'” (uma sentença de prisão que pode ser prorrogada indefinidamente).

Ele permaneceu imóvel e impassível ao ouvir o veredicto unânime do Tribunal e expressou a intenção de não recorrer.

Vestido com um colete à prova de balas e um capacete equipado com uma câmera, ele abriu fogo em 10 de agosto de 2019 no Centro Islâmico Al-Noor em Baerum, sem causar feridos graves, antes de ser controlado por fiéis.

“Manshaus explicou que seu plano não era apenas matar o maior número possível de muçulmanos, mas ele queria desestabilizar a sociedade e acelerar uma guerra racial”, disse a juíza Annika Lindström.

A polícia também encontrou o corpo de sua irmã adotiva, de origem chinesa, morta com quatro tiros em sua casa, também por motivações racistas.

Como a prisão perpétua não existe na Noruega, a chamada penalidade “forvaring” permite que um prisioneiro fique preso o tempo que for considerado um perigo para a sociedade. Ele só poderá solicitar liberdade antecipada depois de cumprir 14 anos de sua sentença.

O veredicto está de acordo com o pedido da Promotoria, que acredita que o assassino “continuará representando um perigo para a sociedade por muito tempo”.

Contra a orientação de seu cliente, a defesa expressou dúvidas sobre sua responsabilidade criminal e sugeriu tratamento psiquiátrico forçado.

O acusado admitiu os fatos, mas rejeitou as acusações, alegando ter agido por “estado de necessidade”, um conceito legal que autoriza atos ilegais em condições excepcionais.

Ele não demonstrou remorso, lamentando, pelo contrário, não ter conseguido fazer mais vítimas e fazendo uma saudação a Hitler e um gesto supremacista em frente às câmeras.

Também disse que se inspirou no ataque de Christchurch na Nova Zelândia em março de 2019, em que um supremacista branco matou 51 pessoas atirando em duas mesquitas.

Na época, o assassino disse agiu inspirado por outro extremista norueguês, Anders Behring Breivik, que assassinou 77 pessoas em um ataque a bomba e um tiroteio contra jovens trabalhistas em 22 de julho de 2011.

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