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sexta-feira,6 agosto 2021

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    Húngaros protestam com medo que governo controle universidade de artes

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    Manifestantes vão às ruas da Hungria protestar contra medidas do governo para aumentar o controle sobre universidade — Foto: Bernadett Szabo/Reuters

    Manifestantes vão às ruas da Hungria protestar contra medidas do governo para aumentar o controle sobre universidade — Foto: Bernadett Szabo/Reuters

    Centenas de húngaros protestaram, neste domingo (21), contra a planejada reformulação da Universidade de Drama e Artes Cinematográficas que temem que a deixará ainda mais sob controle do governo.

    Os manifestantes, muitos estudantes universitários e funcionários, atores e escritores, carregaram cartazes e fizeram discursos diante de um dos principais prédios da universidade, denunciando as mudanças que estão planejadas.

    “O governo já prejudicou bastante a cultura húngara e temos que levantar nossa voz contra o que estão planejando fazer agora”, disse Jozsef Mate, fã de teatro, no protesto.

    Uma lei introduzida no parlamento da Hungria em 26 de maio pretende transferir a propriedade da instituição pública, com 155 anos de história, para uma fundação privada.

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    Manifestantes vão às ruas da Hungria protestar contra medidas do governo para aumentar o controle sobre universidade — Foto: Bernadett Szabo/Reuters

    Manifestantes vão às ruas da Hungria protestar contra medidas do governo para aumentar o controle sobre universidade — Foto: Bernadett Szabo/Reuters

    O governo argumenta que a nova estrutura fará com que a instituição mais importante do país para treinamento de diretores e atores de cinema e teatro seja mais flexível e eficiente e ajudará no acesso a mais recursos.

    O governo já remodelou a Universidade Corvinus, importante escola de economia, dessa maneira, e a reorganização de mais sete escolas está em andamento.

    O fato de que as universidades em questão venham a ser administradas por um comitê de curadores “não apenas diminui a influência do estado, mas a elimina completamente”, afirmou o chefe de gabinete do primeiro-ministro Gergely Gulyas, na quinta-feira.

    Os críticos, porém, dizem que os curadores serão nomeados pelo governo e terão o direito de indicar o chefe da universidade de uma maneira não-transparente, sem consultar professores ou estudantes.

    A instituição “será administrada por uma fundação, pela qual o governo pode exercer total controle sobre a universidade”, afirma uma petição iniciada pelos estudantes.

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    O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, durante entrevista coletiva em Belgrado, na Sérvia, na sexta-feira (15) — Foto: Andrej Isakovic/AFP

    O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, durante entrevista coletiva em Belgrado, na Sérvia, na sexta-feira (15) — Foto: Andrej Isakovic/AFP

    O primeiro-ministro Viktor Orban estendeu sua influência sobre vários aspectos do país na Europa central durante seu governo que dura uma década.

    A União Europeia tem criticado suas políticas, dizendo que elas ameaçam o Estado de Direito ao impor controle do partido sobre o Judiciário, a imprensa e instituições acadêmicas.

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