Condenado por morte de George Floyd, ex-policial Derek Chauvin pede novo julgamento

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Promotoria duvida que juiz abrirá novo julgamento. Pena de ex-policial deve ser conhecida em junho. Júri condena ex-policial Derek Chauvin pela morte de George Floyd
JN
O ex-policial Derek Chauvin, preso e condenado pela morte de George Floyd, pediu um novo julgamento, informou a imprensa dos Estados Unidos nesta terça-feira (4).
Em pedidos enviados ao juiz Peter Cahill, de Mineápolis, a defesa de Chauvin alegou que o julgamento ocorreu de forma injusta e que o veredito estava incompatível com a lei. A promotoria minimzou a solicitação do advogado Eric Nelson, e disse que o tribunal já rejeitou pedidos semelhantes.
DEREK CHAUVIN: O que se sabe sobre o ex-policial
Em 20 de abril, o júri de Mineápolis declarou Chauvin culpado em todas três acusações de homicídio contra o ex-segurança negro. A pena será anunciada em 16 de junho — nos EUA, é comum que apenas dias depois o condenado saiba o tempo que passará preso. Assim que a condenação foi anunciada, Chauvin deixou a sala de audiências algemado.
causar a morte, sem intenção, por meio de um ato perigoso, sem consideração pela vida humana
negligência ao assumir o risco consciente de causar a morte de Floyd
homicídio culposo
Júri declara ex-policial Derek Chauvin culpado pela morte de George Floyd
Recentemente, circulou entre apoiadores do ex-policial imagem de um jurados com uma camiseta “mantenha seu joelhos longe de nosso pescoço” — o que seria uma referência à manobra adotada por Chauvin que matou Floyd — e de sua participação em protestos contra a violência policial.
Para defensores de Chauvin, isso seria uma razão para alegar que o júri não era isento, segundo a afiliada local da emissora CBS. Em entrevista ao mesmo canal, o jurado disse que a camiseta se referia “às circunstâncias de 2020” e que participava de eventos relacionados ao comparecimento eleitoral — e não contra a morte de Floyd.
Morte de George Floyd
Pessoas celebram condenação de ex-policial pela morte de George Floyd, em Minneapolis, em abril
REUTERS/Carlos Barria
George Floyd morreu em maio de 2020 após ter o pescoço pressionado pelo joelho do policial Derek Chauvin, em Mineápolis, por 9 minutos e 29 segundos.
A polícia estava no local porque o ex-segurança negro, com 46 anos, teria tentado pagar uma conta em uma mercearia com uma nota falsa de US$ 20. Imagens mostradas mostraram que Floyd não ofereceu resistência à abordagem dos agentes.
A violência policial contra um homem negro e pobre — mais um caso entre tantos — gerou uma série de protestos em Mineápolis que logo se espalharam para diversas partes dos Estados Unidos.
Durante semanas, ruas das maiores cidades americanas ficaram lotadas de manifestantes que protestavam contra o racismo, em uma mobilização que atravessou fronteiras e chegou a outros países.

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