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Homem atravessa rua durante passagem do furacão Sally na cidade de Mobile, no Alabama, em 16 de setembro de 2020 — Foto: Jonathan Bachman/Reuters

Homem atravessa rua durante passagem do furacão Sally na cidade de Mobile, no Alabama, em 16 de setembro de 2020 — Foto: Jonathan Bachman/Reuters

O furacão Sally tocou o solo nesta quarta-feira (16) no estado do Alabama, na costa sul dos Estados Unidos. Há previsão de provocar inundações, de acordo com os meteorologistas.

O Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) informou às 6h45 de Brasília que o fenômeno, de categoria 2 em uma escala até 5, registra ventos de até 165 quilômetros por hora que ameaçam as costas dos estados de Alabama, Mississípi e Flórida.

Em algumas áreas, pode haver registro de chuvas de até 50 centímetros.

O furacão entrou no continente pela cidade de Gulf Shores, no estado do Alabama.

Mais um furacão se forma no Oceano Atlântico

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Quase 75 mil casas no Alabama e Flórida estavam sem energia elétrica na terça-feira à noite, de acordo com o Weather Channel. Alguns vídeos publicados nas redes sociais pareciam mostrar algumas áreas já inundadas.

Cinco ciclones simultâneos

O Sally, que se formou ao sul da Flórida, onde aconteceram chuvas intensas no fim de semana, é um dos cinco ciclones atualmente ativos no Atlântico, um fenômeno que só havia sido registrado uma vez, em setembro de 1971, segundo os meteorologista.

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Imagem de satélite mostra o furacão Sally na costa do Golfo do México — Foto: Rammb/Noaa/Nesdis / AFP

Imagem de satélite mostra o furacão Sally na costa do Golfo do México — Foto: Rammb/Noaa/Nesdis / AFP

A governadora do Alabama, Kay Ivey, disse que apesar de ter perdido força, “o furacão Sally não deve ser menosprezado”.

“Veremos inundações recordes que talvez superem níveis históricos. E com a maior quantidade de água, nós teremos mais riscos de perdas de vidas e propriedades”, declarou à imprensa.

Ivey decretou estado de emergência na segunda-feira, em previsão à chegada do furacão.

O presidente Donald Trump comparou, em declarações ao canal Fox, Sally com o furacão Laura, que atingiu o Texas e Louisiana, assim como o Caribe, há apenas algumas semanas.

“Este é menor, mas um pouco mais direto, mas temos tudo sob controle”, afirmou.

Pedidos à população

O Mississípi também declarou estado de emergência. Tate Reeves, governador do estado, afirmou que “as projeções de ondas ciclônicas continuam preocupantes, com tempestades costeiras entre cinco e oito pés (1,5 a 2,4 metros)”.

“Continuamos muito preocupados com a quantidade de chuva”, acrescentou.

John Bel Edwards, o governador de Louisiana, que ainda não se recuperou do impacto do furacão Laura de categoria 4, pediu aos moradores que estejam preparados.

Acabaram os nomes

Foram tantas as tempestades tropicais no Atlântico este ano que a Organização Meteorológica Mundial da ONU, responsável por nomear os fenômenos, está prestes a ficar sem nomes pela segunda vez na história. A última vez foi em 2005, ano em que o furacão Katrina devastou Nova Orleans.

Além de Sally estão em atividade o furacão Paulette, as tempestades tropicais Teddy e Vicky e a depressão tropical Rene.

Paulette atingiu a ilha de Bermudas na segunda-feira com ventos de categoria 2 e fortes chuvas, segundo o NHC. O centro prevê que a tempestade tropical Teddy, atualmente no meio do Atlântico, se tornará um furacão.