O vácuo do espaço não é tão vazio quanto você imagina

Paulo Boaventura  - Paulo Boaventura 11 meses atrás
Atualizada 2021/09/06 at 1:19 AM

Imagine, se conseguir, um lugar no Universo completamente vazio, desprovido de quaisquer objetos, planetas, estrelas, galáxias e até mesmo luz. Um lugar de puro e completo vazio. De acordo com uma definição comum, isso é o vácuo: uma região do espaço totalmente destituída de matéria, um lugar onde não contém nada. Mas é possível mesmo existir tal lugar, repleto do vazio absoluto? Há algum canto no Universo onde existe o completo nada?

Antes de qualquer coisa, precisamos entender que a ideia e o conceito de vácuo não são nada novos. As primeiras discussões sobre a existência de um vazio absoluto das quais há registros tiveram lugar na Grécia Antiga, há mais de 2.000 anos, entre os séculos V e IV a.C., com os filósofos Leucipo, Demócrito e Aristóteles. Ao passo que os dois primeiros acreditavam que o vácuo fosse o espaço entre os átomos onde nada mais existisse, Aristóteles defendia uma ideia oposta, a de que tal vazio não existia. Em outras palavras, de acordo com a teoria atomista de Leucipo e Demócrito, os átomos seriam os menores constituintes possíveis de toda e qualquer matéria, por isso, na separação entre um átomo e outro nada haveria, apenas o completo vazio. Aristóteles, por sua vez, negava essa ideia: para ele, todo o Universo estaria permeado por um quinto elemento praticamente intangível, a “quintessência”, que se somava aos quatro elementos clássicos da natureza de terra, água, ar e fogo.

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