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Brasil tem 1.261 mortes por coronavírus em 24 horas, revela consórcio de veículos de imprensa; são 41.058 no total

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Brasil tem mais de 41 mil mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos

Brasil tem mais de 41 mil mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos

O Brasil teve 1.261 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus nas últimas 24 horas, aponta levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 41.058 óbitos pela Covid-19 no país até esta quinta-feira (11). Veja os dados, consolidados às 20h:

  • 41.058 mortes ; eram 39.797 até as 20h de quarta-feira (10), uma diferença de 1.261 óbitos
  • 805.649 casos confirmados; eram 775.184 até a noite de quarta

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Pelo terceiro dia consecutivo, houve mais de mil mortes e mais de 30 mil novos casos em um intervalo de um dia. O Nordeste tem mais casos que o Sudeste. São 285 mil casos confirmados nos nove estados, contra 281 mil em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

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Mortes por coronavírus no acumulado e por dia no Brasil, até 11 de junho — Foto: Editoria de Arte/G1

Mortes por coronavírus no acumulado e por dia no Brasil, até 11 de junho — Foto: Editoria de Arte/G1

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Levantamento mostra mortes por Covid-19 no Brasil — Foto: Guilherme Gomes/G1

Levantamento mostra mortes por Covid-19 no Brasil — Foto: Guilherme Gomes/G1

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Nesta quinta (11), o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.239 novos óbitos e 30.412 novos casos, somando 40.919 mortes e 802.828 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio.

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