Brasil UE faz cúpula de emergência sobre Belarus enquanto aumenta pressão sobre Lukashenko

UE faz cúpula de emergência sobre Belarus enquanto aumenta pressão sobre Lukashenko

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A líder da oposição Svatlana Tsikhanouskaya apelou para que a União Europeia não reconheça o que chamou de ‘eleição presidencial fraudulenta’. Tela na sede da União Europeia em Bruxelas, na Bélgica, mostra líderes de países europeus durante a cúpula de emergência sobre a crise em Belarus
Olivier Hoslet/Pool via AFP
A União Europeia realiza nesta quarta-feira (19) uma cúpula extraordinária por videoconferência sobre a crise de Belarus, enquanto cresce a pressão sobre o presidente Alexander Lukashenko em meio aos protestos contra os resultados das eleições presidenciais. A líder da oposição bielorrussa, Svatlana Tsikhanouskaya, refugiada na Lituânia, apelou por meio de uma mensagem em vídeo para que a UE não reconheça o que chamou de eleição presidencial fraudulenta.
Na sexta-feira (14), os ministros da UE concordaram por unanimidade em iniciar o processo de sanções contra bielorrussos envolvidos em abusos dos direitos humanos e fraude eleitoral. Essas sanções provavelmente serão objeto de discussão na reunião desta quarta-feira, feita por videoconferência.
VEJA TAMBÉM: Lukashenko rejeita novas eleições e protesto contra o governo reúne milhares de pessoas
A Alemanha, que ocupa atualmente a presidência rotativa da UE, não descartou o anúncio de duras punições devido à violenta repressão contra os protestos populares. Mais um manifestante morreu no hospital nesta quarta-feira em decorrência de um ferimento à bala. Agora são três os mortos desde o início dos protestos contra o resultado da eleição presidencial, além de 6.700 mil prisões.
Já se passaram dez dias desde que a população bielorrussa começou a ir às ruas contra o resultado da votação em que o presidente Alexander Lukashenko foi declarado vitorioso. Os manifestantes acusam o pleito de ter sido fraudado. A pressão contra o governo cresce a cada dia em Belarus, com protestos diários e greves em fábricas estatais.
Manifestantes de oposição participam de ato contra a eleição de Lukashenko no centro de Minsk no domingo (16)
Sergei Gapon/AFP
Postura firme
Na União Europeia, Letônia, Lituânia, Estônia e Polônia têm mantido postura firme, pedindo mais sanções contra o governo de Lukashenko. Na véspera da reunião da UE os líderes do bloco conversaram sobre o assunto com o presidente russo Vladimir Putin.
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, telefonaram para Putin. De acordo com Berlim, Merkel disse ao presidente russo que as autoridades de Minsk devem ”entrar num diálogo nacional com a oposição e a sociedade, para tentar superar a crise”.
VEJA TAMBÉM: Manifestantes protestam em Belarus após Rússia oferecer ajuda militar a Lukashenko
Já o presidente francês pediu que Putin promova “calma e diálogo” na questão. A Rússia é tida como importante aliada de Belarus, com estreitos laços militares e econômicos com o país vizinho.
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, informou que também conversou com o chefe do Kremlin, afirmando em sua conta no Twitter que só o “diálogo pacífico” pode resolver a crise.
Intervenção inaceitável
Em comunicado, Putin mandou um alerta aos europeus em que afirma considerar “inaceitável” qualquer forma de intervenção na política interna de Belarus e pressão sobre as autoridades do país. A agência de notícias estatal bielorrussa Belta informou que Putin e Lukashenko também conversaram por telefone sobre as discussões do presidente russo com líderes europeus.
Lukashenko, por sua vez, condenou a formação pela oposição de um “conselho de transição”, o que o governante classificou como uma tentativa de tomada do poder. Ele também anunciou reforço militar na fronteira ocidental do país, com a Polônia.
O presidente bielorrusso Alexander Lukashenko gesticula enquanto faz um discurso durante uma manifestação de seus apoiadores perto da sede do Governo na Praça da Independência, em Minsk, neste domingo (16)
Reuters
Os telefonemas dos líderes europeus na véspera da cúpula de emergência da UE deixam claro o peso de Putin nesse conflito e também a situação delicada da União Europeia, que tentará de aumentar a pressão sobre Lukashenko sem necessariamente correr o risco de provocar uma reação de Moscou.
A Alemanha quer o fim da repressão, a libertação dos ativistas presos e uma saída democrática em Belarus, mas ao mesmo tempo não tem interesse em bater de frente com Moscou, com quem tem parcerias importantes, como o gasoduto Nord Stream 2, para importação de gás através do Mar Báltico.
Por outro lado, embora o Kremlin já tenha prometido apoio a Lukashenko e condene as sanções da UE, analistas acham pouco provável que Putin esteja disposto a bancar uma intervenção em Belarus no momento em que o russo enfrenta queda de popularidade em seu país.

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