- Advertisment -
Inicio Brasil Reinfecção pelo coronavírus não parece ser comum, diz OMS

Reinfecção pelo coronavírus não parece ser comum, diz OMS

-

1 de 1
Amostras de sangue de pacientes são vistas em um teste de vacinas contra a Covid-19 na Flórida no dia 7 de agosto. — Foto: Joe Raedle/Getty Images/AFP

Amostras de sangue de pacientes são vistas em um teste de vacinas contra a Covid-19 na Flórida no dia 7 de agosto. — Foto: Joe Raedle/Getty Images/AFP

Uma porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou, nesta terça-feira (25), que os casos de reinfecção pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) não parecem ser comuns. O primeiro caso no mundo foi confirmado na segunda-feira (24) em Hong Kong, e mais dois nesta terça na Holanda e na Bélgica.

“É um caso documentado em mais de 23 milhões”, afirmou a porta-voz, Margaret Harris, sobre o caso em Hong Kong. “E provavelmente veremos mais casos, mas parece não ser um evento regular. [Ou] teríamos visto muito mais casos”, disse.

Harris frisou, ainda, que a proteção que seria gerada por uma vacina é diferente daquela que ocorre quando a pessoa se infecta naturalmente com o novo coronavírus. A expectativa é que a vacina dê mais imunidade do que a infecção natural como foi o caso dos pacientes reinfectados até agora.

“Você quer que [a resposta imune com a vacina] seja mais forte. Então, depende do vírus. Cada vírus tem perfis diferentes ou tipos de imunidade diferentes que ele estimula – o que chamamos de imunidade natural: o que o seu corpo faz se você for infectado”, explicou Harris.

“E, com uma vacina, o ideal que se quer é uma imunidade mais forte. É uma das coisas que se procura quando se estuda que tipo de imunidade a vacina gera”, acrescentou.

“Quando você estimula a proteção imune com uma vacina, está fazendo um estímulo muito específico de imunidade, e muito da avaliação de uma vacina é para assegurar que a imunidade que você estimulou realmente protege. Anos e anos e anos de seguimento dizem por quanto tempo a imunidade dura”, explicou Harris.

OMS: não se pode tirar conclusões precipitadas sobre reinfecção

OMS: não se pode tirar conclusões precipitadas sobre reinfecção

Na segunda-feira, a OMS também pediu cautela ao considerar as informações sobre a reinfecção com o novo coronavírus.

“Acho que é importante colocar isso em contexto”, ponderou a líder técnica da organização, Maria van Kerkhove. Ela lembrou que, segundo o que se sabe até agora, todos que são infectados pelo Sars-CoV-2 desenvolvem algum nível de imunidade contra ele – a questão é saber o quão protetora ela é e por quanto tempo dura.

“Houve mais de 24 milhões de casos relatados até agora, e precisamos olhar para isso a nível de população. É muito importante que documentemos isso, e, em países que podem fazer isso, que o sequenciamento seja feito. Isso ajudaria muito. Mas não podemos pular para nenhuma conclusão, mesmo que esse seja o primeiro caso documentado de reinfecção”, disse van Kerkhove.

Em Hong Kong, os cientistas sequenciaram o genoma do vírus para determinar que o que houve foi, de fato, uma reinfecção. Isso é importante porque, só assim, os cientistas conseguem excluir a possibilidade de que o segundo vírus seja, na verdade, um “reaparecimento” do primeiro, que havia ficado escondido no corpo.

Confirmar reinfecções tem sido difícil porque, na maioria das vezes, os cientistas não sabem o código genético do vírus que contaminou a pessoa pela primeira vez, para, então, compará-lo com o código do segundo vírus.

Casos em Hong Kong e na Europa

Na segunda, pesquisadores da Universidade de Hong Kong anunciaram que um homem de 33 anos, aparentemente saudável, foi infectado duas vezes pelo novo coronavírus em um intervalo de 4 meses e meio.

Ao ser contaminado pela 1ª vez, o paciente teve apenas sintomas leves; na segunda vez, nenhum sintoma. A análise do código genético do vírus mostrou que o vírus da segunda infecção pertencia a uma linhagem diferente da primeira.

Na Holanda, o paciente era um idoso com sistema imunológico enfraquecido, relatou a emissora holandesa NOS, citando a virologista Marion Koopmans. E, na Bélgica, o virologista Marc Van Ranst explicou à emissora holandesa que os anticorpos que o paciente desenvolveu na primeira infecção não eram fortes o suficiente para evitar uma nova contaminação, por uma variante ligeiramente diferente, do novo coronavírus.

Últimos Posts

INSS: o que muda nas regras para pedir aposentadoria e pensão em 2021

A reforma da previdência completou um ano em novembro de 2019 e trouxe uma série de...

Ações de farmacêuticas se valorizam com mercado de vacinas; veja o ranking

Profissional de saúde se prepara para aplicar a vacina...

Steam de Resident Evil Village indica que a Capcom está trabalhando em um componente multiplayer

Uma atualização na entrada do Steam Database de Resident Evil Village parece sugerir que o multiplayer provavelmente fará parte...

Ministro do TCU cobra Ministério da Saúde por falta de oxigênio em hospitais do Amazonas

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler cobrou do Ministério da Saúde,...
- Advertisement -

United Airlines tem prejuízo de US$ 1,9 bilhão no 4º trimestre de 2020

Avião da United Airlines no aeroporo de Los Angeles...

Governo federal zera imposto de importação de pneus de caminhão

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, decidiu...

Leitura Obrigatoria

- Advertisement -
- Advertisement -

Você também pode gostar dissoRelacionado
Recomendado para você