Brasil Presidente do Mali pede renúncia após motim militar

Presidente do Mali pede renúncia após motim militar

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‘Não quero que sangue seja derramado’, disse Ibrahim Boubacar Keita, horas após militares o prenderem. Foto de agosto de 2018 mostra Ibrahim Boubacar Keita, presidente do Mali, em comício político pela reeleição
Michele Cattani/AFP
O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, afirmou nesta terça-feira (18) que pediu renúncia do cargo e a dissolução do parlamento. A decisão foi tomada horas depois de militares amotinados prenderem Keita e o primeiro-ministro, Boubou Cissé. “Não quero que sangue seja derramado para que eu fique no poder”, disse Keita em discurso transmitido pela televisão estatal.
Até o momento, não está claro quem assumirá o comando no país e como será feita a transição. As Forças Armadas de Mali, que teve alguns dos militares de alta patente rendidos pelo motim, não se pronunciaram.
Militares do Mali desfilam em ruas da capital Bamako após motim nesta terça-feira (18).
AFP
O motim começou em uma guarnição na pequena cidade de Kati — a mesma onde teve início o movimento que derrubou o governo malinês em um golpe em 2012, que ocorreu em circunstâncias semelhantes. Na ação, os soldados se armaram e prenderam outros militares de patentes mais altas.
De acordo com a Associated Press, os militares cercaram a casa do presidente e efetuaram tiros para o alto. Imagens mostraram soldados comemorando nas ruas da capital, Bamako.
Instabilidade no Mali
Manifestante em Bamako, capital do Mali, pede a saída do presidente Ibrahim Boubacar Keita em protesto nesta terça-feira (18)
Rey Byhre/Reuters
Há dois meses, o Mali passa por protestos considerados sem precedentes que pediam a saída de Boubacar Keita. Eleito pela primeira vez em 2013, o presidente se reelegeu em 2018 com apoio da França — país que colonizou o território — e de aliados ocidentais.
A instabilidade no Mali preocupa pelo ressurgimento de facções extremistas islâmicas, sobretudo no norte do país que já foi considerado modelo regional de democracia. Jihadistas atacaram bases militares mais de uma vez nos últimos anos, o que aumentou a irritação de soldados com o governo.
Em junho, um ataque a um povoado centro do país deixou 26 mortos. Autoridades malinesas acusaram um grupo liderado por Fulani Amadou Koufa, pregador extremista islâmico que vem recrutando pessoas a uma aliança jihadista aliada do grupo terrorista Al-Qaeda.

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