Brasil O que Biden promete mudar os EUA se vencer Trump na eleição presidencial deste ano

O que Biden promete mudar os EUA se vencer Trump na eleição presidencial deste ano

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Joe Biden tenta tirar Donald Trump da Casa Branca, mas o que ele faria se fosse eleito? A BBC mostra o que o democrata pretende fazer nos EUA, segundo suas promessas. Economia, saúde, imigração: veja o que Biden mudaria se vencesse a eleição
BBC
Quando lançou sua pré-candidatura à Presidência dos Estados Unidos, em abril de 2019, o democrata Joe Biden declarou que representava duas coisas: os trabalhadores que “construíram este país” e os valores que podem unificar a polarizada sociedade americana atual.
Muita coisa aconteceu desde então.
Convenção do Partido Democrata anuncia Joe Biden para disputar a presidência dos EUA
A pandemia do coronavírus, a crise que expôs o racismo no país e a depressão econômica histórica que se avizinha viraram 2020 de cabeça para baixo, representando um grande desafio para quem chegar à Casa Branca após as eleições de 3 de novembro.
SAIBA MAIS: Conheça a trajetória de Joe Biden
Esses acontecimentos obrigaram os candidatos a modificar algumas de suas propostas, prioridades e estratégias.
Muitos analistas veem a decisão de Biden, de 77 anos, de nomear a senadora Kamala Harris como sua vice — a primeira mulher negra a concorrer à vice-presidência na história do país — como parte dessas mudanças.
Porém, há uma coisa que não mudou: a proposta básica de Biden, que foi vice-presidente de Barack Obama, continua sendo de reconstruir e restaurar o que, em seu entender, se perdeu durante o atual governo.
Isso inclui pontos como alianças internacionais, avanço da classe média, proteção ambiental e direito à saúde.
Com o início da Convenção Nacional Democrata na segunda-feira (17), evento de quatro dias ao final do qual delegados do partido formalizarão as candidaturas de Biden e Harris, os correspondentes da BBC analisam quais são as principais propostas do rival de Donald Trump.
Coronavírus: programa nacional de teste e rastreamento
Uma cientista pesquisa uma vacina para o novo coronavírus (Covid-19) em um laboratório em San Diego, Califórnia, nos EUA, em 17 de março Bing Guan/Reuters/Arquivo
Não deve ser surpresa para ninguém que Biden pretende enfrentar a crise de saúde pública com uma resposta tecnocrática impulsionada pelo governo federal.
Em seus últimos dias como vice-presidente de Barack Obama, Biden deu início a um grande e ambicioso projeto federal para promover a pesquisa sobre câncer, conhecido como Cancer Moonshot.
Para enfrentar o coronavírus — o desafio mais imediato e óbvio que os Estados Unidos enfrentam hoje — Biden está propondo fornecer testes gratuitos para todos e contratar 100 mil pessoas para estabelecer um programa nacional de rastreamento de contatos.
Ele diz que quer criar pelo menos dez centros de testes em cada Estado e pedir às agências federais que distribuam recursos e forneçam orientação nacional mais forte por meio de especialistas. Ele também acredita que todos os governadores devem exigir o uso de máscaras pela população.
Saúde: expansão do Obamacare
Paramédicos cuidam de paciente em hospital no Brooklyn, em Nova York, EUA
REUTERS/Andrew Kelly
Biden diz que vai expandir o escopo do Affordable Care Act (ou ACA), mais conhecido como Obamacare, aprovado durante sua gestão como vice-presidente e que Trump tentou revogar. Seu plano é fazer com que cerca de 97% dos americanos tenham cobertura de saúde.
Embora fique aquém da proposta de seguro saúde universal, conhecido como “Medicare para Todos”, defendida pelos membros mais progressistas de seu partido, Biden promete dar a todos os americanos a opção de se inscrever em uma opção de seguro de saúde público semelhante ao Medicare, que oferece benefícios médicos aos idosos.
Ele também promete reduzir a idade de elegibilidade do Medicare de 65 para 60 anos. O Comitê para um Orçamento Federal Responsável, uma entidade apartidária, estima que o plano total de Biden custaria US$ 2,25 trilhões em dez anos.
Economia: salário mínimo e energia verde
Uma faixa é vista contra a ação de despejo de locatários em um prédio residencial em Washington, nos EUA, no domingo (9)
Eric Baradat/AFP
Biden quer aumentar o salário mínimo para pelo menos US$ 15 (R$ 80) por hora, um movimento popular entre os jovens que se tornou uma espécie de plataforma de campanha do Partido Democrata em 2020. Ele também propõe o fim do pagamento de salários abaixo do mínimo para os trabalhadores que recebem gorjetas.
E ele disse que reverterá os cortes de impostos da era Trump. O democrata também colocou no centro das suas propostas eleitorais a construção de uma economia de energia limpa.
Ele quer um investimento de US$ 2 trilhões em energia verde, argumentando que o aumento da produção verde ajudará a classe trabalhadora, que ficaria com a maior parte dos novos empregos gerados.
Meio ambiente: voltar ao Acordo Climático de Paris e adotar matriz de energia verde até 2050
26 de novembro – Um redemoinho de poeira quente se move durante um incêndio florestal nas colinas de Santa Barbara, na Califórnia, nos EUA
David McNew/Reuters/Arquivo
Biden prometeu que, se ganhar, trará os Estados Unidos de volta ao acordo climático de Paris, do qual o país se retirou sob Trump.
Ele se comprometeu a alcançar 100% de “economia de energia limpa” até 2050 e descreveu as mudanças climáticas como “o desafio que definirá o futuro de nosso país”.
Indústria: priorizar produção nacional
O plano “Rebuild Better” de Biden propõe que o governo federal invista US$ 700 bilhões em materiais, serviços, pesquisa e tecnologia feitos nos Estados Unidos.
A proposta também visa a fortalecer as chamadas leis de “Compre Produtos Americanos”, que incluem ajustar a definição do que é considerado um bem de produção nacional.
Ele tem enfrentado críticas de Trump e democratas de esquerda, como o senador e ex-rival interno Bernie Sanders, por seu apoio anterior ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que os críticos dizem ter enviado empregos para o exterior.
Política externa: reparar a reputação do país (e talvez enfrentar a China)
Plano de Biden não prevê enfrentamento comercial direto com a China
Reuters via BBC
A política de Biden se concentra na noção de “política externa para a classe média”, bem como na promessa de reparar as relações com os aliados tradicionais do país que Trump minou, particularmente com os países da Otan.
Em artigo de opinião publicado na revista Foreign Affairs, Biden escreveu que, como presidente, se concentrará primeiro nas questões internas, e que não fará novos acordos comerciais até que haja investimentos no país, por exemplo, em saúde e infraestrutura.
Biden também disse que a China deveria ser responsabilizada por práticas injustas, mas em vez de impor tarifas unilaterais, ele propôs formar uma coalizão internacional com outras democracias que a China “não poderá ignorar”.
Educação: pré-escola universal e expansão da educação universitária gratuita
Em uma notável mudança para a esquerda, Biden endossou várias políticas de educação que se tornaram populares dentro do partido: cancelamento de dívidas de empréstimos estudantis, expansão de faculdades gratuitas e acesso universal à pré-escola.
Estes seriam pagos com dinheiro recuperado ao se restabelecer impostos que foram cortados na era Trump.
Controle de armas: uma mudança radical das políticas atuais para conter a violência armada
A campanha de Biden chama a violência armada de “uma pandemia de saúde pública”.
Se vencer, o candidato prometeu dezenas de mudanças nas políticas de controle de armas dos Estados Unidos.
Biden diz que, se eleito, seu governo vai proibir a fabricação e venda de armas de assalto e pentes de alta capacidade, e exigir a checagem de antecedentes de todos os compradores de armas.
O candidato também promete encerrar a venda online de armas de fogo e munições, e incentivar os Estados a invocar leis que permitem à polícia confiscar temporariamente armas de indivíduos considerados perigosos.
Imigração: reverter as políticas de Trump
Construção de muro na fronteira dos EUA com o México em El Paso, no Texas
Jose Luis Gonzalez/Reuters
Se eleito, Biden diz que procurará desfazer imediatamente as políticas de imigração da era Trump. Em seus primeiros cem dias no cargo, ele promete reverter as políticas que separam os pais de seus filhos na fronteira, acabar com os limites dos pedidos de asilo e retirar restrições a viagens para vários países de maioria muçulmana.
Ele também promete proteger os chamados “sonhadores”, pessoas que foram trazidas ilegalmente para os Estados Unidos quando crianças e agora têm permissão para permanecer graças a uma política da era Obama. Biden também quer garantir que essas pessoas possam receber auxílio federal para estudar. Justiça: reforma do sistema penal, legalização da maconha e fim da pena de morte
Democrata discursou no funeral de George Floyd, cuja morte por um policial branco foi estopim de grandes protestos em diversas cidades
Reuters via BBC
Biden propôs uma série de políticas para reduzir o encarceramento, abordar disparidades de raça, gênero e renda no sistema judicial e reabilitar prisioneiros libertados.
Se eleito, Biden diz que removeria as sentenças mínimas obrigatórias, descriminalizaria a maconha (e retiraria as condenações anteriores por maconha) e acabaria com a pena de morte.
No entanto, Biden rejeitou pedidos para retirar fundos da polícia. Ele disse que parte desses recursos deveriam ser redirecionados para serviços sociais, como serviços de saúde mental, mas até agora evitou os planos de “defund” (retirar fundos) da polícia. Essa bandeira começou a ser levantada por manifestantes após o assassinato brutal de George Floyd.
Em vez disso, a plataforma de Biden defende um investimento de US$ 300 milhões em um programa de policiamento comunitário e promete expandir o poder do Departamento de Justiça para lidar com casos de abuso policial.
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