fbpx
- Advertisment -
Inicio Brasil Museu Britânico exibe o busto de seu fundador explicando seu passado escravocrata

Museu Britânico exibe o busto de seu fundador explicando seu passado escravocrata

-

1 de 2
Fachada do Museu Britânico, em Londres, em agosto de 2018 — Foto: Daniel Leal-Olivas/AFP/Arquivo

Fachada do Museu Britânico, em Londres, em agosto de 2018 — Foto: Daniel Leal-Olivas/AFP/Arquivo

O Museu Britânico de Londres retirou do pedestal o busto de seu fundador, Hans Sloane, para exibi-lo junto a outras peças que visam explicar seu passado escravocrata, informou a instituição nesta terça-feira (25).

A efígie de Sloane foi deslocada para ser exposta atrás de um vidro de segurança, no qual ele é apresentado como “colecionador” e “proprietário de escravos”.

“O compromisso com a verdade é crucial quando enfrentamos nossa própria história”, afirmou Hartwig Fischer, diretor do Museu Britânico, em um comunicado.

Reconhecer a relação de Sloane “com a escravidão e o tráfico de escravos permite destacar a complexidade e ambiguidade desse período: foi médico, colecionador, acadêmico, benfeitor e proprietário de escravos”, insistiu.

A iniciativa surgiu como resposta ao movimento Black Lives Matter, gerado pela morte do americano negro George Floyd sufocado por um policial branco, o que levou o Reino Unido a questionar seu passado colonial e seus símbolos.

2 de 2
A estátua do comerciante de escravos do século XVII Edward Colston é jogada na água após ser derrubada por manifestantes durante um protesto contra a desigualdade racial em Bristol, na Inglaterra, em 7 de junho — Foto: Keir Gravil via Reuters/Arquivo

A estátua do comerciante de escravos do século XVII Edward Colston é jogada na água após ser derrubada por manifestantes durante um protesto contra a desigualdade racial em Bristol, na Inglaterra, em 7 de junho — Foto: Keir Gravil via Reuters/Arquivo

Em junho, um grupo de manifestantes em Bristol, no sudoeste da Inglaterra, derrubou e jogou em um rio a estátua do traficante de escravos Edward Colston, desencadeando pedidos para que as efígies de outros escravocratas também fossem retiradas.

No Museu Britânico, afirmou Fischer, “continuaremos explorando nossa história e o faremos em colaboração com pessoas de todo o mundo para reescrever como iguais nossa história compartilhada, complicada e, às vezes, muito dolorosa”.

Apesar de tudo, “continuamos reconhecendo a visão radical de Sloane de dar acesso público universal e gratuito à coleção do museu e o benefício público gerado através do Museu Britânico”.

Médico nascido na Irlanda em 1660 e que morreu em Londres em 1753, Sloane utilizou a fortuna de sua esposa, a rica viúva do proprietário de uma plantação de açúcar na Jamaica, para reunir a coleção de história natural que constituiu a base do Museu Britânico.

Outros objetos da coleção também serão contextualizados.

“Queremos colocá-lo em um contexto mais amplo, que é obviamente um contexto muito difícil”, o da “exploração” realizada pelo Império Britânico, afirmou Neal Spencer, um curador da instituição, ao jornal Daily Telegraph.

Últimos Posts

Dólar opera em queda após baixa liquidez na véspera

O dólar opera em queda no início dos negócios desta terça-feira (26), após um dia de...

IPCA-15: prévia da inflação oficial fica em 0,78% em janeiro, aponta IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação...

Confiança da construção recua com nova piora nas expectativas, aponta FGV

A confiança da construção voltou a recuar em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pela...
- Advertisement -

Para novos gastos com a pandemia, Economia quer cláusula de calamidade pública

A equipe econômica tem pronta para enviar ao Congresso, logo após a eleição para os comandos...

Leitura Obrigatoria

- Advertisement -
- Advertisement -

Você também pode gostar dissoRelacionado
Recomendado para você