Brasil Iraque volta a enfrentar o terror após assassinatos em série

Iraque volta a enfrentar o terror após assassinatos em série

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Desde o ano passado ocorreram oito assassinatos e sete tentativas de assassinato em Basora, segundo o diretor do Conselho de Direitos Humanos da cidade, a mais rica em petróleo do país e uma das menos dotadas de infraestrutura. 17 de agosto – Manifestantes participam de protesto antigovernamental exigindo eleições livres e contra a corrupção, em Basra, Iraque
Nabil al-Jurani/AP
Em menos de uma semana, dois ativistas foram assassinados e outros três se livraram por pouco no Iraque. Eles foram vítimas dos confrontos de poder entre os pró-Irã e o primeiro-ministro, que está em uma viagem para Washington.
Enquanto o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, pediu a Bagdá para desmantelar os grupos armados do país, Riham Yaaqub, uma treinadora de esportes muito envolvida nas manifestações anti-governo, foi assassinada a tiros em Basora, no sul do Iraque, na fronteira com o Irã.
Cinco dias antes, o ativista Tahsin al Shahmani morreu na mesma cidade, vítima de mais de 20 disparos.
Os dois assassinatos geraram indignação nas chancelerias ocidentais, que exigiram justiça. Mas também reacenderam o temor entre a sociedade civil, que denuncia a incapacidade do Estado na hora de proteger dos ataques. ‘Todos sabem quem são’ “Não houve nenhuma medida, enquanto todos sabem quem são os assassinos: os mesmos que mataram Riham, Tahsin e Hisham al Hashemi”, um pesquisador que foi morto por um grupo de homens numa moto no início de julho em Bagdá, afirma à AFP Amar al Helfi, uma ativista de Basora.
Como já ocorreu com as dezenas de assassinatos cometidos desde que começou a revolta popular em outubro contra a influência de Teerã no Iraque, esses crimes também não foram reivindicados.
No total, desde o ano passado ocorreram “oito assassinatos e sete tentativas de assassinato em Basora”, disse à AFP Mehdi al Tamimi, diretor do Conselho de Direitos Humanos da cidade, a mais rica em petróleo do país mas também uma das menos dotadas de infraestruturas.
Para a ONU, por trás desta campanha de sequestros, assassinatos e intimidações, estão “milícias”, um termo que no Iraque é usado para designar as facções armadas pró-Irã.
No início do ano, o ritmo dos crimes diminuiu, em um Iraque confinado devido à pandemia de COVID-19, mas a escalada macabra parece ter ressurgido no país, que não faz nem dez anos que saiu de uma guerra civil.
Nenhuma investigação oficial foi aberta e nenhuma prisão foi feita pelos assassinatos de Hisham al Hashemi, Tahsin al Shahmani e Riham Yaaqub. Nem sequer foram dadas pistas sobre os autores. Mas as ameaças, no entanto, são cada vez menos escondidas. A maioria dos ativistas sequestrados ou que sobreviveram às tentativas de assassinato afirmam que receberam ameaças, por telefone ou nas redes sociais, de “milícias”.

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