Dólar opera em alta e vai a R$ 5,18

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Notas de dólar — Foto: Gary Cameron/Reuters
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Notas de dólar — Foto: Gary Cameron/Reuters

O dólar opera em forte alta nesta segunda-feira (15), dando continuidade ao movimento observado na sexta-feira, quando voltou a romper a barreira dos R$ 5, e em início de semana marcado pela aversão a risco nos mercados internacionais.

Às 11h24, a moeda norte-americana subia 2,83%, vendida a R$ 5,1837. Na máxima até o momento chegou a R$ 5,1814. Veja mais cotações.

Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 2,18%, a R$ 5,0411. Na parcial do mês, entretanto, ainda acumula queda de 5,53%. No ano, o avanço é de 25,72%.

Neste pregão, o Banco Central fará leilão de até 7.600 contratos de swap tradicional para rolagem com vencimento em setembro de 2020 e fevereiro de 2021, destaca a Reuters.

Domingo (14) teve protestos a favor e contra o governo Bolsonaro

Domingo (14) teve protestos a favor e contra o governo Bolsonaro

Cenário externo e interno

Depois de um início de mês positivo para ativos arriscados, os mercados globais pareciam retomar posições cautelosas em meio a temores sobre uma segunda onda de infecções por Covid-19, principalmente depois que Pequim e alguns Estados norte-americanos registraram altas nos casos da doença no fim de semana.

No cenário doméstico, permaneceram as incertezas sobre a perspectivas de recuperação da economia, em meio a um cenário de permanente avanço do número de novos casos diários da Covid-19 e elevadas tensões políticas.

No domingo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou que a corte jamais se sujeitará a qualquer tipo de ameaça e irá recorrer a todos os meios constitucionais e legalmente postos para sua defesa, de seus ministros e da democracia, após novos protestos no fim de semana contra o STF por parte de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Decisão difícil, diz Mansueto Almeida sobre pedido de demissão do Ministério da Economia

Decisão difícil, diz Mansueto Almeida sobre pedido de demissão do Ministério da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda nomes de dentro e de fora do governo para substituir o atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, segundo informa o Blog da Ana Flor. Em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira, o secretário disse que já vinha pensando em deixar o governo. Ao comentar a crise causada pela pandemia de coronavírus, ele afirmou que o mundo todo foi pego de surpresa e que o país vai ter que aprender a reagir melhor a esse tipo de desafio.

No radar dos investidores na semana está a decisão do Banco Central nesta semana sobre a taxa básica de juros. Uma pesquisa da Reuters apontou que a Selic deve cair para a mínima de 2,25% ao ano nesta quarta-feira, com o BC ampliando um esforço emergencial para revigorar a atividade econômica prejudicada pela pandemia de coronavírus. Atualmente, a Selic está em 3% ao ano.

Nesta semana, os economistas do mercado financeiro reduziram novamente a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, conforme boletim “Focus” do Banco Central. Aprojeção passou de uma queda de 6,48% para um tombo de 6,51%.

A projeção do mercado brasileiro para a taxa de câmbio no fim de 2020 recuou de R$ 5,40 para R$ 5,20. Para o fechamento de 2021, caiu de R$ 5,08 para R$ 5 por dólar. Já a estimativa para a inflação em 2020 foi elevada, de 1,53% para 1,60%.

O dólar já perdeu muito terreno desde que tocou máximas recordes em meados de maio, mas também recuperou alguma força após ter ficado abaixo de 5 reais pela primeira vez em mais de dois meses na primeira semana de junho.

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Variação do dólar em 2020 — Foto: G1 Economia

Variação do dólar em 2020 — Foto: G1 Economia

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