Casal japonês em lua de mel fica preso em Cabo Verde e entra para equipe olímpica do país


Pandemia de coronavírus impediu que Rikiya e Ayumi Kataoka saíssem do arquipélago, onde foram convidados para serem embaixadores nas olimpíadas de Tóquio. Casal japonês Rikiya e Ayumi Kataoka durante lua-de-mel em Cabo Verde
Reprodução/Youtube via Reuters
O casal japonês Rikiya e Ayumi Kataoka teve sua lua de mel arruinada pela pandemia do coronavírus, mas sua desenvoltura no exílio forçado em Cabo Verde lhes valeu a nomeação como embaixadores da equipe olímpica do arquipélago.
Os Kataokas haviam completado um terço de sua viagem ao redor do mundo quando a suspensão dos voos longos os prendeu por cinco meses no arquipélago de 10 pequenas ilhas na costa da África Ocidental.
Incapazes de continuar sua jornada para a Europa e depois para casa no Japão e sem vontade de ir para o continente africano, onde os casos de coronavírus estão aumentando, eles tiveram que trocar suas habilidades com os negócios locais para conseguir se manter no arquipélago.
Mas os dirigentes do comitê olímpico de Cabo Verde ficaram tão intrigados com os laços que o casal construiu com os habitantes locais que decidiram incluir os Kataokas em sua equipe olímpica que deve participar dos jogos em Tóquio em julho de 2021.
VEJA TAMBÉM: Olimpíada de Tóquio é adiada para 2021 por causa do coronavírus “Eles querem que eu seja um embaixador da equipe olímpica”, disse Rikiya, de 30 anos, à agência Reuters por videoconferência, falando da ilha Sal. “Quando eu voltar para Tóquio, farei um trabalho para eles.”
Cabo Verde, que nunca conquistou uma medalha olímpica apesar de participar de todas as edições desde 1996, espera levar três ou quatro atletas a Tóquio.
Rikiya Kataoka em um dos vídeos criados durante a passagem por Cabo Verde Reprodução/YouTube via Reuters
Os representantes da ilha acreditam que o casal será útil não apenas pelo conhecimento local, mas esperam que o reconhecimento ajude a recompensar o casal por seu trabalho na promoção das ilhas, onde sua situação os transformou em pequenas celebridades.
“Sentimos a necessidade de retribuir”, disse Leonardo Cunha, chefe da missão das ilhas em Tóquio. “Eles são japoneses e merecem, em nome da amizade que temos com o Japão, ser bem tratados”, acrescentou. “Era nosso interesse acompanhá-los em sua jornada e também torná-los parte de nossa aventura no Japão.”
A quilômetros de casa e com pouco dinheiro, os Kataokas poderiam facilmente ter entrado em pânico, mas Rikiya, que ocasionalmente trabalha como cinegrafista no Japão, fez vídeos para as redes sociais marcando hotéis e restaurantes em troca de alojamento e alimentação. “Eu fotografei muitas coisas em restaurantes e hotéis, como voluntário”, disse ele, acrescentando que isso gerou ofertas de emprego.
Initial plugin text “Por exemplo, o dono do restaurante me ofereceu um emprego… e me deram comida de graça.”
Sua esposa Ayumi modelou para as sessões quando não atuava como crítica avaliando os estabelecimentos.
Esse intercâmbio pode ser bom para o Comitê Olímpico de Cabo Verde, que soube do casal quando eles se mudaram para um hotel do ex-campeão mundial de windsurf americano Josh Angulo.
“Você vai para outro planeta, o Planeta Olimpíada”, disse Cunha, descrevendo os benefícios para o casal.
“Quando eles chegarem lá, eles vão ficar em choque, porque é tão grande e tão emocionante, eles vão realmente entender de onde vem o nosso convite e o que isso significará para eles”.

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